Se você vem esperando mais um texto por aqui, vale dizer que há um texto inédito no Livro Virtual de divulgação do Sex and the Undercity, lá no aoLimiar, a Rede Social que patrocina este site.

O nome do conto é:
“O Advogado que não sabia fazer direito”.

É só clicar acima e visitar o meu Livro Virtual.

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Karen Bradshawn

Sou Kid Bradshawn… é sempre um prazer fazer novos amigos e este é meu Livro Virtual de divulgação do meu site. Você pode visitar o site em Sex and the Undercity.

Sou apaixonada pela minha cidade, Undercity e sou uma Death Knight, o que significa que já morri um dia e ressucitei… Não tenham pena de mim por isso. A morte faz maravilhas pela dieta de uma Elfa vaidosa.

Mas parando um pouco de falar de mim para em seguida começar a falar de mim novamente, ainda não me decidi se o Dia dos Namorados foi criado pelas corporações para aumentar a venda de frascos de perfume, armaduras mágicas e caixas de bombons, ou se foi idéia de algum doente sádico interessado exclusivamente em fazer com que meninas como eu se sintam totais incompetentes no que se refere a conseguir um namorado decente.

Particularmente hoje estou inclinada a acreditar que a segunda opção é que mais se enquadra com a realidade.

Undercity de brincadeira com a minha cara...

Outro dia passei pelos portais de Undercity e dei de cara com a decoração mais deprimente que se poderia imaginar… já que não tenho namorado. Afinal, parecia que só eu mesma não tinha “me arrumado” com alguém.

Corações para todos os lados, guirlandas, caixas de bombons, rosas, gente bonita em clima de paquera e tudo mais com que uma solteira involuntária odeia se deparar quando o Dia dos Namorados coincide com um Dia de TPM.

Eu não entendo, sou uma Bloody Elf bem arrumadinha, uma Death Knight bem simpática até e, por algum motivo, todos os encontros que tive no último mês não deram em nada. Sim… foi por isso que não escrevi desde meu último relato… Estava esperando ter outras péssimas experiências antes de escrever qualquer coisa.

Se opinião fossem uma coisa boa as pessoas não davam... vendiam

Claro-claro, uma conhecida já me disse que não tenho uma atitude muito pouco positiva acerca de relacionamentos, que sou muito exigente e que, talvez por isso, as coisas não estejam dando muito certo para mim.

O fato é que, em nome de ser menos exigente, resolvi não me ater apenas aos pretendentes de Undercity. O resultado?

Fiz o que pude! Não fui nada exigente, recentemente. Aceitei todos os convites de encontro às escuras que pude e o que ganhei com isso? Três ainda moravam com a mãe, cinco não tinham um emprego decente, um era lindo mas era gay (e pelo meu sobrenome achou que eu era homem)… e, para fechar com chave de ouro, o último era um verdadeiro Ogro – embora tivesse ótimo gosto ao comprar chocolates.

Do outro lado da cidade, enquanto eu me via às voltas com “Schreck”, Kate, uma de minhas melhores amigas – que vivia se vangloriando de em vida ter sido uma conhecida modelo cerográfica em Azeroth – lidava ela mesma com um encontro e com seus próprios problemas.

Katemoss, minha amiga e modelo cerográfica

Não há nada de errado com cerógrafos, exceto o fato de que a esmagadora maioria dos cerógrafos de Azeroth é Troll e por mais que uma garota goste de azul ela tem de saber seus limites… seus limites anatômicos, quero dizer.

Trolls, afinal, são conhecidos pelas suas proporções avantajadas e por mais que Kate não fosse de se assustar com muita coisa, por vezes muita coisa é coisa demais!

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Master Vornal foi um perfeito cavalheiro – se defendia ela comigo, em nosso restaurante favorito de noite – e ele tinha mesmo um enorme… um enorme cajado, se é que você me entende.

– Você é absolutamente incorrigível, Kate – dizia eu, corando com um punhado de vergonha e uma pitada de inveja – …bom… na situação que estou acho que mesmo um Troll faria sentido.

– Kid… não seja assim. É preciso dar tempo ao tempo, cuidar do seu jardim e todos esses clichês…

– Do jeito que a coisa está eu vou ter é de esperar sentada! – Retruquei.

– Nem me fale nisso. Eu mal consigo me recostar de banda nesta cadeira, amiga – ela se empertigou e pareceu tentar ignorar o próprio desconforto – será que sua amiga pode te ajudar?

Minha expressão devia mesmo ser de derrota. Kate colocou as mãos sobre as minhas e prometeu me arranjar um encontro para aquela mesma noite.

E eis que, em duas horas, depois de vestir um dos vestidos de que mais gosto, passar um perfuminho e de uma reza forte.

Segundo Kate eu não tinha o que temer, Wolfy era lindo, bem sucedido, Blood Elf, sem preconceitos com meninas que já bateram as botas e louco para encontrar alguém interessante para um relacionamento sério.

Nada mal… em teoria.

O encontro, contudo, se deu mais ou menos assim: Wolframhart era seu nome, o seu penteado demorava mais para ficar pronto que o meu, suas roupas eram um número menores do que deveriam e o infeliz era tão vaidoso que era praticamente uma moça!

Wolfranhart o Elfo metrossexual que era advogado mas não sabia fazer direito

Era advogado – o que não é boa referência em lugar nenhum – e embora fosse realmente bem sucedido, mostrou-se um belo canalha.

A viagem estava sendo longa demais, em sua carruagem, em meio a todo aquele vinho e um papinho até envolvente. Quando dei por mim estávamos em Elwynn Forest, região controlada por outra facção e perigosa até mesmo pra uma Death Knight experiente!

Entre um comentário sobre a noite nublada e a tentativa de me acalmar por estarmos em território inimigo uma de suas mãos me distraiu ao investir em direção aos meus seios enquanto um desajeitado beijo me invadia. Não tive dúvidas. Empurrei-o e deixei o moço falando mais fino com o que lhe restava entre as pernas protegido tardiamente pelas mãos trêmulas.

Não foi só. Chorando, achei que as coisas não podiam piorar e acabei me perdendo. Para me proteger da chuva que se avizinhava então, entrei em uma caverna… Dica: Se você é um Blood Elf perdida de madrugada em Elwynn Forest não entre em uma mina cheia de Kobolds.

Eu imaginava onde Kate estava com a cabeça quando resolveu me expor àquele pulha quando fui cercada por um grupo enfurecido de mineiros Kobolds, criaturas absolutamente nojentas que babam todo lugar por onde passam e cheiram a cachorros molhados.

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Não estava preparada para a ocasião. Nada de armas, nada de armaduras. Naquele momento me senti nua e me senti apenas uma menininha perdida.

Me cercaram, começaram a rosnar, a atacar e eu entrei em pânico em meu vestidinho de festa e com lágrimas nos olhos.

E foi então que ele apareceu…

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Deve ter me visto a distância, em território humano, e acreditou que eu fosse apenas mais uma donzela em apuros.

Sua entrada foi triunfal, ele investiu avidamente contra aquelas criaturas nojentas, um gigante loiro, seus músculos explodindo por debaixo das vestes que rasgavam a cada golpe das ferramentas dos mineiros, deixando suas veias a mostra. Em seus braços pulsava o sangue daquele que eu devia odiar mas que era o único naquele momento que tentava me salvar.

E em poucos golpes a horda de Kobolds deram uma surra épica no meu intrépido e ingênuo herói, até que ele não teve opção senão desmaiar entre pauladas, picaretadas e pontapés.

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Lembrei-me subitamente de quem eu era e calcinei o solo sob os pés das criaturas, fazendo-os perecer e fui para o corpo inerte, mas ainda com vida, daquele Paladino barbado majestoso… mas coberto de hematomas.

Não tive pena dos cães que caíam como moscas ao nosso redor, apenas preocupada com o único humano para o qual olhara com desejo em toda minha vida.

Se ele despertasse e percebesse que eu não era apenas uma loura da sua espécie, mas uma Blood Elf, uma das criaturas que ele aprendeu a odiar desde muito cedo, provavelmente correria… ou então, em seu heroísmo equivocado tentaria vencer-me em combate.

– Homens! – disse eu de mim para mim, enquanto carregava o objeto da minha paixão arrebatadora.

“Uma garota tem de aprender a escolher, amiga!”, é o que diria Kate quando eu lhe contasse que me apaixonara pelo inimigo

…Tudo graças a um advogado que não sabia fazer direito.

Deixei o pobre herói às portas de um vilarejo inimigo e dei meu jeito para voltar para casa.

Undercity continuava com aquela decoração de mau gosto e eu continuava sem namorado, embora meu coração não estivesse mais vazio.

Fiz o que toda garota deveria fazer depois de ter um dia péssimo ornado por um final interessante: Mudei o penteado!

kitty-bradshawn-novo-penteado

Quanto a minha paixão a primeira vista?… Eu volto ao assunto em outra ocasião =)

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Se você gostou desta história e gostaria de ler outras como esta visite o meu site:

www.sexandtheundercity.com.br  

A noite em Undercity é praticamente um grande jogo. A cada noite uma garota como eu pode se deparar com um jogo diferente. Pode ser um jogo de polícia e ladrão, de gato e rato, pique-esconde… mas o mais comum é o maravilhoso jogo do interrogatório unilateral. E assim foi a noite passada:

– Mas me diga… O que você faz? Qual sua formação? Qual seu hobby? Quero saber tudo a seu respeito… – e até poderia ser verdade, porém, a questão não é se é verdade ou não. A questão é: “Por que existem tantas questões em minha cabecinha quando se trata de um encontro?!”

Tendo em vista que consegui enfiar todas estas questões no espaço de cinco minutos desde que chegamos naquele restaurante em Brill, achei que fazia sentido prestar um pouco mais de atenção àquilo e, talvez, deixar meu acompanhante falar deliberadamente acerca da própria vida sem soterrá-lo com mais perguntas.

A noitada me levou a elaborar ao seguinte:

Será que nós, mulheres, nos acostumamos a perguntar demais?

Mais tarde, conversando com uma amiga, percebi que dificilmente conseguiria que outra mulher compreendesse o ponto de vista que, com tanto custo, eu tinha chegado a construir.

– Mas é claro que você tem de querer saber tudo a respeito do sujeito! – Afirmara ela – Vai saber de que buraco ele saiu? De que raça era?

– Undead… – Dissera eu um tanto envergonhada.

Me olhara de cima a baixo com um breve ar de reprovação – Não posso dizer que estou decepcionada… É menos do que você merece, amiga, mas o rigor mortis pode ser bem tentador numa noite fria aqui em Brill. – E mudou de assunto – Mas o que você veio fazer nesta parte da cidade?

Pois bem… esta era outra questão e ela fora direto ao ponto. Não saio com Undeads em Undercity, o que limita muito minhas chances de encontrar qualquer um, mas encontrar Death Knights não é tarefa fácil para uma garota bem sucedida. Parece que ser escritora espanta DKs interessantes… vai entender!

No segundo encontro, após ficar mais de uma hora tentando não fazer perguntas e ouvir tudo o que meu interlocutor tinha a dizer, só descobri que o indivíduo treinava Warriors – o que não é nada mal, uma vez que faria bem para o que restava dos músculos em seu corpo descarnado (não me deixe ser muito descritiva aqui) – e que seu problema fonoaudiológico se devia a ausência de sua mandíbula.

Sim… ele não tinha mandíbula. Não me julgue! Ninguém é perfeito, afinal. E, dizem, Undeads sem mandíbula tendem a ser ótimos amantes por motivos que não convém relatar neste momento.

Mas então… Estava aí uma pergunta que eu queria ter feito no primeiro encontro e que acabei deixando para esta segunda vez. Por mais que o fato de a língua pendente o tempo todo não me incomodar, a baba sobre a mesa e a bagunça na hora de beber o vinho não ajudavam em nada.

Tendo passado a noite toda me segurando, acabei por perguntar: “Você não quer um guardanapo para evitar ensopar a comida que ainda não comeu com sua saliva?” – Por que diabos os homens não conseguem admitir seus próprios defeitos? (E ainda bem que esta pergunta eu não fiz!)

A noite acabou ali mesmo. Ao que parecia eu era capaz de lidar com o pequeno defeito dele mas ele não era capaz de lidar com o fato de eu notar que ele tinha um.

Ao menos foi suficientemente educado para levar-me até em casa, sem falar uma palavra – o que provavelmente ia lembrá-lo que não tinha lábio inferior ou queixo.

Uma vez que um beijo estava fora de cogitação e que já estava tarde, fui para a cama sem satisfazer as curiosidades implícitas aos meus questionamentos não feitos e, para piorar, sem satisfazer as minhas outras necessidades que envolviam a rigidez tão notória em corpos cadavéricos.

Coloquei-me, portanto, a escrever e a intuir, presumir e pressupor os motivos pelos quais no segundo encontro o meu companheiro resolveu ficar tão profundamente magoado. E imaginei se não estava aí o problema.

Quando fazemos todas aquelas perguntas que fazemos em um primeiro encontro – ou mesmo depois de estarmos em um relacionamento sério – será que estamos realmente esperando ouvir uma resposta? Digo… existe alguma resposta que será melhor que a nossa imaginação ou tudo aquilo que cismamos em ler nas entrelinhas?

Se é verdade que as mulheres têm sentimentos que o homem sequer sabe que poderiam existir, seria demais propor que nós mulheres imaginamos coisas que sequer existam?

Será possível que toda história que eu bolei com tanto esmero em minha cabeça não seja verdade? Que ele era alvo de gozações no colégio por conta de sua mandíbula? Que seus parentes mais novos caçoavam do jeito que ele comia à mesa? Que ele se sentia complexado por não poder ter um cavanhaque?

No frigir dos ovos, que necessidade de controle toda é esta que faz a mim e às minhas amigas necessitarmos criar uma história toda elaborada só para manter a ilusão de que a informação existe? Seria a verdade suficiente caso proferida?

A questão, enfim, não é tanto se nos acostumamos a perguntar demais. A questão é se estamos tão machucadas pelas nossas vivências passadas que acabamos por fazer perguntas já supondo que a resposta que imaginamos seja a verdadeira. E ai do interlocutor se a resposta não corroborar com a nossa imaginação. Fatalmente isso significaria que nossa vítima estaria mentindo…

Resolvi então fazer uma surpresa à minha “vítima” da outra noite. Uma vez que nos conhecemos na hora do almoço, próximo ao portal para Silvermoon nas Ruínas de Lordaeron, resolvi fazer-lhe uma surpresa e estar lá quando ele chegasse.

Já estava me sentindo-me mal pelo interrogatório, pelas entrelinhas, pela indelicadeza, pela falta de sensibilidade, pela necessidade de controle, pelo excesso de imaginação, por toda minha insegurança feminina, pela falta de confiança, por supor previamente na culpabilidade de alguém que mal conhecia e… quando ele finalmente apareceu, chegou com uma aliança no dedo e com a esposa a tira-colo.

A queda é sempre grande. Apesar de tudo, afinal, nós queremos acreditar, não é? Mas sabe?… Apesar das constantes decepções acho que vale refletir sobre essa nossa coisa com perguntas e questionamentos.

A cautela é uma ferramenta que existe para nos ajudar e não para se colocar entre nós e a felicidade… e este, creio, é o xis da questão.

Não se preocupe tanto. Em Undercity sempre há um pé doente para um chinelo velho.

Diz-se que todo bom sexo começa com boas preliminares… presumindo que o mesmo se aplique a uma boa coluna, começo nossas preliminares com todo carinho que posso.

Meu nome é Kid Bradshawn; nasci em Quel’Thalas; e sou uma completa apaixonada por Undercity, a cidade em que mantenho residência. Fui uma das Blood Elves ressurretas pelo Lich King para combater o Scarlet Enclave e, depois que este meu antigo patrão faliu, passei a escrever esta coluna para o “Arauto de Undercity”, um jornal de modesta circulação e grandes aspirações.

Quando o senhor Mograine, meu novo editor, me sugeriu que usasse a Crown Chemical Company como fonte de inspiração e pesquisa para minha coluna, tentei manter o humor, uma vez que acabara de ter uma grande decepção com meu último patrão e que odiava que me cobrassem entregas com sugestões como aquela.

Não é qualquer autora que admite não ter a menor idéia sobre o que escrever, mas o fato é que fiquei boquiaberta ao passar pelos portais das ruínas de Lordaeron e ser recebida por mini-goblins voadores e pelo RP da Crown Chemical Co., me oferecendo um bico como “garota do perfume”.

Depois de tentar o “bico” por uns dez minutos e receber olhares críticos a cada borrifada, decidi voltar ao relações públicas e verificar se ele tinha idéia de quem eu era, o que se mostrou uma boa medida, diante de sua resposta:

– “Oh! Bradshawn! Me disseram que era o autor da coluna, mas não que era uma… ehr… fêmea.”

A irritação fora imediata mas, depois de refletir um instante acabei por me questionar: Será que uma elfa ressurreta bem sucedida como eu espera demais dos goblins ao seu redor? Será que “fêmeas” como nós somos tão reativas a sermos julgadas como menos do que somos?

Será que nós, mulheres, acreditamos usar um crachá imaginário?

Odiamos ser julgados, todos nós, e não há a menor dúvida de que julgamos a todos a todo momento. Seja pela aparência, pelas atitudes ou pelo que quer que seja, se está aparente é evidência suficiente para que acreditemos que nosso julgamento é suficiente para condenar o objeto de nossa avaliação.

Podemos até dizer que não o fazemos, mas julgar não é mais que pensar se algo é certo ou errado, bom ou ruim, bonito ou feio – e que Blood Elf ressurreta pode negar ter visto um tipo da mesma raça, bem apanhado e julgado-o metrossexual de imediato?!

Em um mundo como o de hoje, se um Blood Elf, um Forsaken, um Taureen, um Orc ou – que Sunwell Grove nos abençoe – um Troll ou um Goblin, nos passa uma má impressão, a primeira coisa que fazemos é puxar meio palmo de lâmina da bainha só por via das dúvidas e ter certeza que o sujeito não chegue perto de nós.

Essa intolerância, contudo, me parece ser diretamente proporcional a nossa reação em ser julgadas na mesma medida.

Ser bem sucedida, para uma fêmea, se tornou algo tão difícil de conseguir que somos incapazes de ser erroneamente identificadas como só mais uma?

Segundo Puttz, filho de pOttz, um Orc Death Knight de nível 59 lotado na guilda Shockwave, “Não é que as mulheres tenham mais dificuldades de ser julgadas que os homens… é que elas simplesmente odeiam isso!”

Antes que alguém “malde”, não eu não tive nada com o Puttz, embora não tenha nada contra criaturas grandes e verdes…

Mas parece que esta sensação não é só dele. Sieglind, filha de Arsakis – uma Troll, Warrior, de nível 8 lotada na guilda Crazyboobs – disse que “A questão não é que as mulheres tenham mais dificuldade em ser julgadas pelos homens, mas que elas têm mais dificuldade em aceitar o tal julgamento”. Tenha ou não alma de homem, Sieglind não me parece estar muito distante da verdade.

A mulher, em Azeroth, tem um passado complicado e – enquanto gênero – precisamos ter muito trabalho para chegar onde estamos hoje. Particularmente as Blood Elfs Death Knight até estão bem representadas pela poderosa figura da Dark Lady Sylvanas Windrunner, mas vamos e convenhamos… trata-se de uma badgirl de carteirinha (ela que me perdoe).

No fim, atribuo essa reatividade toda, essa nossa reação exagerada a qualquer julgamento que nos identifique como menos do que de fato somos, a força que a gente teve que fazer para conquistar o que conquistamos.

O mais difícil agora, talvez, seja admitir que o tal “tudo que conquistamos” não basta e que não queremos só liberdade e igualdade, mas que continuamos interessadas em ter alguém ao nosso lado, nem que seja só pra compartilhar todas essas conquistas.

Eu? Eu sou solteira por enquanto… às vezes injusta, às vezes implicante e às vezes nojentinha… mas ei! Estes são só os meus defeitos e as minhas defesas. Não seja tão rápido em me julgar!

Undercity não é uma cidade para qualquer garota, mas garotas como eu não são encontradas em qualquer cidade…